segunda-feira, 6 de abril de 2009

Peço desculpa por ser feliz..

Quase dois meses de renovação pessoal, quase dois meses de sorrisos e realizações. Parece tão pouco tempo, eu sei, mas foi o suficiente para uma volta de 360 graus. A sensação de frustração? Desapareceu, acompanhada pelos primeiros salpicos da salgada água do oceano.
Uma nova paixão, uma vocação que me está no sangue e que eu julgava não existir está agora a dar as suas primeiras manifestações. A culpa é tua... Ao fim de todos estes anos, finalmente, falamos a mesma língua. É hilariante ver a expressão deles a tentarem perceber as nossas conversas de sexta à noite. E não vou desistir daquilo que te prometi numa delas, nem que seja daqui a décadas, eu vou conseguir. Sabe tão bem descobrir mais sobre este mundo que agora tanto me completa.
Nestes meses consegui crescer como nunca antes tinha conseguido, a minha independência é agora o meu ponto de equilibrio. A minha liberdade é o que de mais precioso tenho e quem tenta sufocar-me com palavras, atitudes e excessos com o objectivo de me ter sempre presente nem que seja para falar comigo a toda a hora por sms, vai conseguir precisamente o oposto. Eu preciso do meu espaço, dos meus momentos comigo, dos meus momentos contigo e dos meus momentos com vocês, de uma maneira real. Infelizmente muita gente ainda vive num mundo demasiado virtual, sempre rodeado de sorrisos (verdadeiros?), de Amo-te's (sentidos?), de palavras (sinceras?) e de pouco contacto olhos nos olhos.
E peço desculpa por ser feliz, mas se o sou é porque fiz por isso. E se a minha felicidade incomodar alguém, procurem a felicidade também, é o melhor a fazer.

terça-feira, 10 de fevereiro de 2009

Mais uma página

- Foi bom sentir o calor dos teus lábios e o teu corpo no meu.
- Para mim também foi especial sabes?
- Foi mesmo?
- Muito, é bom voltar a ver-te sorrir assim.
- Tonta. Contigo tudo se torna perfeito.
- Ficas comigo sempre?
- É o que mais quero.


Envolvem-se num profundo silêncio e num terno abraço. Selam aquele desejo com um carinhoso beijo. Aí permanecem durante largos minutos como se o tempo tivesse parado. Eternizaram aquele momento na sua memória e em mais uma página da sua história.

sábado, 7 de fevereiro de 2009

Qual foi a ideia?

Pergunto-me qual foi a ideia das inteligências chamadas "arquitectas paisagísticas" da minha santa cidadezinha. Arrancarem dezenas de árvores saudáveis e com uma beleza espantosa para dar lugar a montes de terra, um lamaçal absolutamente nojento e restos de raízes espalhados nos passeios? Explicam-me, por favor, qual é a lógica disto? Por mais que me esforce, não consigo perceber. Se a ideia é plantarem novas árvores, desculpem que vos diga, escolheram as erradas para abater. Há tantos lugares que mereciam um pouco de vegetação em vez de mais blocos de cimento ou de absurdas estátuas que mais parecem espermatozóides a caminho do céu. Em contrapartida, se o objectivo era destruir, acertaram. A paisagem que me acompanha desde os tempos de menina da escola primária e que eu via, diariamente, com um sorriso enquanto caminhava apressada para as aulas durante 12 anos da minha vida, traz-me agora, cada vez que a observo, uma sensação de desgosto e uma profunda revolta. A beleza Outonal daquele pequeno jardim era fantástica. E na Primavera? As flores arroxeadas que decoravam esse ambiente. Tudo isso são agora meras recordações, visto que não vou viver tempo suficiente para que as novas e, obviamente, minúsculas árvores, ainda por plantar (e pelos vistos essa plantação ainda vai demorar), cheguem ao tamanho majestoso das antigas e tenham suficiente beleza para devolver àquele lugar o verdadeiro esplendor, em toda a sua plenitude.

A falta de profissionalismo e de humanidade das pessoas, actualmente, é assustadora.
Tenho dito.